terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Utilidades do Amoníaco

O amoníaco é um composto muito útil para limpar nódoas de superfícies como:
  • Pintura Lavável
  • Azulejos
  • Cerâmicas
  • Tecidos de cor
  • Chão
  • Tecidos simples.

segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Propriedades físico químicas do Amoníaco


Estado físico: Gás comprimido liquefeito

Cor: Incolor

Odor: Odor característico, pungente, sufocante, irritante

Fórmula: NH3

Massa Molar: 17,04 g/mol

pH: Alcalino

Temperaturas específicas:

  • Ponto de ebulição: -33,35 ºC

  • Ponto de fusão: -77,73 ºC

  • Temperatura de decomposição: Acima 450ºC

  • Temperatura de auto-ignição: 650 ºC a 1 atm

  • Temperatura de inflamação: Não aplicável

Limites de explosividade:

  • Inferior: 16%

  • Superior: 25%

Massa volúmica: 0,682 g/cm3 (líquido a -33,4ºC)

Densidade relativa de vapor: (a –33,5ºC e 1 atm) 0,5963

Massa Específica: 0,771 kg/m3 a 0 ºC e 1 atm

Pressão de vapor: (23,9 º C) 9,560 atm

Solubilidade em água: Solúvel com libertação de vapor

Taxa de Evaporação: Elevada

Entalpia de formação: -46,1 KJ/mol (gasoso, a 25ºC)

Perigos do Amoníaco



O Amoníaco é um gás liquefeito que, quando sujeito a um aumento de pressão, torna-se tóxico e agressivo para o ambiente.
Apresenta também grandes perigos para a saúde humana, uma vez que, se por um lado, na forma gasosa, interfere com o sistema respiratório, exercendo um forte efeito irritante, bem como danos elevados a nível celular, náuseas, vómitos, tosse, bronquite, inflamação e edema da laringe ou pulmonar.
Por outro lado, na forma líquida, pode causar graves queimaduras, tanto nos olhos como na pele, tendo assim um efeito corrosivo. Em ambos os casos, é fatal para o Homem.
Em termos ambientais, em contacto com a água torna-a imprópria para qualquer uso, pondo em risco a vida animal e vegetal, quer por queimaduras quer por desidratação, respectivamente.
A nível físico-químico, é um produto alcalino que se vaporiza rapidamente, menos denso que o ar, que liberta calor aquando a sua reacção com ácido. Em contacto com materiais pesados, oxidantes ou hidrocarbonetos, pode originar um resultado explosivo, dado que se tratam de reacções excessivamente exotérmicas.

Informações Toxicológicas e Ecológicas

Informações Toxicológica
O Amoníaco é tóxico quando inalado, sensibilizando o olfacto em concentrações que variam entre as 5 e as 25 partes por milhão na atmosfera. Entre 50 e 100 ppm, causa irritação imediata nos olhos, nariz, garganta, tosse e dificuldade em respirar. Exposição a concentrações elevada resulta em danos a nível pulmonar, podendo ocorrer pneumonia química aguda ou um edema pulmonar em exposições mais prolongadas.
Em contacto directo com superfícies corporais, nomeadamente a pele, o sistema digestivo ou até os olhos, causa irritação, corrosão e dano imediato, trazendo profundas consequências para o indivíduo. A longo prazo, não há possibilidade de cancro, apesar que este, se entrar em contacto com amoníaco em altas concentrações, pode morrer. Daí que se deve usar protecção mais rigorosa quando em contacto com esta substância.
LC50 rato = 4,230 ppm (1H)
LC50 humano = 5,000 ppm (5M)

Informações Ecológicas

O Amoníaco é altamente volátil, e, caso haja libertação, tende a formar hidróxido de Amónio, e dissipa-se rapidamente sob a forma de uma nuvem gasosa. Apresenta um grande impacto ambiental, devido à sua natureza corrosiva:
  • Danos nos tecidos dos animais que entram em contacto com ele, podendo morrer;

  • Destruição de plantas ou a sua danificação, perante concentrações elevadas de amónio.

Devido à sua elevada volatilidade, mesmo em concentrações baixas, pode causar perigo à vida aquática, levando à alteração do pH da água.
A libertação de amoníaco para a atmosfera também pode provocar a formação de matéria particulada, quando este reage com ácido nítrico ou ácido sulfúrico, ou a formação de óxidos de azoto.

O material particulado em elevada concentração, origina a formação de nevoeiro fotoquímico que impede a saída da radiação, provocando o aumento do efeito de estufa.
A formação de óxidos de azoto, no caso particular do dióxido de azoto, provoca a diminuição da camada de ozono, visto que reage com ele.

Primeiros Socorros


Inalação
Retire a vítima da área contaminada, leve-o para uma zona arejada e administre oxigénio se possível. Se a vítima parar de respirar faça respiração boca a boca. No entanto, tenha cuidado, pois a respiração boca a boca pode provocar uma queimadura química na pessoa que está a tentar socorrer. Deve-se manter a vítima quente e em repouso assim como chamar um médico ou encaminhar para o hospital mais próximo.

Contacto com a pele
Retire rapidamente as roupas e calçados contaminados e lave imediatamente e abundantemente as partes atingidas com água, durante pelo menos 15 minutos. Não esfregue o local. Peça assistência médica.

Ingestão
Nunca dê nada pela boca a pessoas inconscientes ou em estado convulsivo. O acidentado consciente deve ingerir água ou leite. Não induza o vómito. Se os vómitos ocorrerem espontaneamente a vítima deverá ser deitada de lado para prevenir a aspiração pulmonar. Chame um médico e informe-o sobre as características do produto.

Contacto com os olhos
O atendimento imediato é fundamental. Os primeiros 10 segundos são críticos para evitar cegueira. Lave os olhos com água corrente durante 15 minutos, no mínimo. As pálpebras devem ser mantidas abertas e distantes do globo ocular para assegurar que todas as superfícies sejam enxaguadas completamente.
Após estes cuidados, chame um médico, de preferência um oftalmologista.

Protecção do prestador de socorros
Protecção respiratória adequada, luvas de PVC e óculos de segurança.

Notas para o médico
Acidentes por inalação de gases irritantes requerem observação médica no mínimo de 72 horas, após a inalação, devido a possibilidade de um edema retardado.
Os riscos deste material devem-se principalmente, às sérias propriedades irritantes e corrosivas na pele e superfícies da mucosa.
A rápida penetração do amoníaco líquido nos tecidos dos olhos pode provocar perfuração da córnea, catarata tardia, glaucoma e atrofia da retina.
Pode ocorrer pneumonia química aguda na inalação de amoníaco em concentrações elevadas, mesmo em curtas exposições.
Não há nenhum antídoto específico e o tratamento deve ser dirigido para o controlo dos sintomas e condições clínicas do paciente.

Incêndios e derrames

O que fazer em caso de incêndio?
Procedimentos
Em caso de incêndio, evacue todo o pessoal da área de risco. Não se aproxime da área sem estar devidamente protegido.
Resfrie imediatamente, com a maior distância possível, os recipientes expostos ao fogo com água, pó químico, espuma de álcool ou CO2. Evite a utilização de produtos halogéneos, e tenha cuidado, para não extinguir as chamas se estas não puderem ser imediatamente apagadas.
O melhor procedimento é estancar o fluxo de gás fechando a válvula, já que o amoníaco em concentrações elevadas no ar, dependendo das condições do ambiente, pode formar uma mistura explosiva.
Devem ser chamadas as autoridades, que devem utilizar equipamentos de protecção individual, principalmente protecção respiratória. Em caso de fogo existe a possibilidade de decomposição com liberação de gases tóxicos por isso devem ser portadores de capacetes, óculos, máscaras autónomas, roupas e luvas de PVC.

O que fazer em caso de derrame?

Precauções pessoais
  • Evacuar a área.
  • Utilizar equipamento de respiração autónoma e vestuário de protecção química, tendo em vista prevenir da inalação e do contacto com a pele, mucosas e olhos.
  • Assegurar a renovação do ar.
  • Eliminar as possíveis fontes de ignição.

Precauções ambientais

  • Mantenha as pessoas distantes.
  • Interrompa a fuga se não houver riscos. Evite o contacto com o solo e cursos de água.

Métodos de limpeza

  • Ventilar e isolar a área.
  • Lavar abundantemente com água o equipamento e a zona contaminados.

Manuseio, Armazenamento e Transporte

Condições de armazenamento

Armazene e use com ventilação adequada, mantendo o amoníaco hermeticamente fechado. Assegure-se de que os cilindros estejam fora de risco de queda ou roubo e que não estão em contacto com temperaturas superiores a 52 ºC. Armazene separadamente os cilindros cheios dos vazios, fechando a válvula àqueles que não estiverem a ser usados.

Regras de Manuseio

Não respirar o gás, evitar o contacto com os olhos, pele ou vestuário, evitar a exposição prolongada ou repetida. Se se encontrar num laboratório, deve trabalhar com as soluções de NH3 sempre na hotte. A nível industrial, proteja os cilindros contra danos físicos, utilizando um carrinho de mão para movimentar os cilindros, de forma a que não os tenha que arrastar, rolar, ou deixar cair, dado que pode danificar a válvula, podendo levar a uma fuga.

Cuidados a ter com o transporte

  • Evitar o transporte em veículos onde o espaço de carga não está separado da cabine de condução.
  • Assegurar que o condutor do veículo conhece os perigos potenciais da carga, bem como as medidas a tomar em caso de acidente ou emergência.
  • Antes de transportar os recipientes, verificar que estão bem fixos.
  • Comprovar que a válvula está fechada e que não tem fugas.
  • Comprovar que o tampão de saída da válvula (quando existente) está correctamente instalado. Comprovar que o dispositivo de protecção da válvula (quando existente) está correctamente instalado.
  • Garantir ventilação adequada.
  • Cumprir a legislação em vigor.